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Manifestantes prometem marchar até o estádio Azteca na abertura da Copa do Mundo no México

Manifestantes prometem marchar até o estádio Azteca na abertura da Copa do Mundo no México

México será palco de manifestações no dia da estreia da Copa do Mundo
Quem caminha pelas ruas do centro histórico da Cidade do México nesta semana é obrigado a mudar direções e a desviar de centenas de barracas que dividem espaço com vendedores ambulantes.
São manifestantes que prometem usar a abertura da Copa do Mundo, na quinta-feira, para ampliar o alcance de suas demandas – eles se organizam para marchar em direção ao estádio Azteca, onde o México enfrenta a África do Sul a partir das 16h (de Brasília).
Cartaz colado em um dos acampamentos de manifestantes na Cidade do México
Leonardo Lourenço
São diferentes grupos, de organizações sociais, sindicais e de direitos humanos. O mais relevante é o de professores, que trava uma batalha com o governo mexicano por mudanças na previdência da categoria e por uma reforma educacional.
A imprensa local estima que até 5 mil manifestantes estejam na capital mexicana para protestar na quinta. Uma parte iniciou a caminhada na terça, mas a polícia bloqueou a passagem com barreiras de concreto e caminhões.
Muitos protestantes estão reunidos no centro, onde está sendo erguida a estrutura da Fan Fest da Fifa na capital mexicana.
Barreiras metálicas separam a área onde está sendo erguida a estrutura da Fan Fest da Copa na Cidade do México
Leonardo Lourenço
Ali, o Governo instalou enormes barreiras metálicas para definir um grande perímetro ao redor do local do evento – onde também estão prédios governamentais. O acesso é feito por poucas e pequenas aberturas, controladas por funcionários públicos e guardadas por policiais, pelas quais apenas pedestres podem passar.
Na terça-feira, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, caracterizou as manifestações como “provocações” e afirmou que elas parecem buscar a repressão do governo como “no Halconazo”.
Garota espia a montagem da fan fest na Cidade do México por uma das frestas da barreiras instaladas no centro da cidade
Leonardo Lourenço
O Halconazo, ocorrido há exatamente 55 anos, em 10 de junho de 1971, foi um massacre cometido pelo governo mexicano durante manifestações estudantis. Estima-se que mais de 220 pessoas tenham sido mortas naquele dia.
Nesta semana, barreiras metálicas também foram instaladas nas proximidades do estádio Azteca, onde a segurança será reforçada. Espera-se a presença de 10 mil policiais nas ruas da Cidade do México na quinta. geRead More