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Alisson minimiza vaias em gol do Panamá contra o Brasil: “Carreira toda de um goleiro é assim”

Alisson minimiza vaias em gol do Panamá contra o Brasil: “Carreira toda de um goleiro é assim”

Aos 13 min do 1º tempo – gol de falta de Michael Murillo do Panamá contra o Brasil
Alisson esteve em campo por 45 minutos na goleada do Brasil por 6 a 2 sobre o Panamá, na noite de domingo, ganhou ritmo após os dois meses afastado por lesão, mas terminou lidando com vaias da arquibancada no Maracanã.
O motivo? Eram 13 minutos do primeiro tempo quando o Panamá cobrou uma falta, a bola desviou em Matheus Cunha na barreira e saiu da rota de Alisson para afundar nas redes do Brasil. O goleiro, porém, bem humorado após a partida, minimizou o ocorrido.
– Vida de goleiro. Mesmo quando tu não tem culpa, é culpado – disse Alisson, com um sorriso, ao ser perguntado sobre as vaias.
– Existe um ditado no Brasil: azar é do goleiro. Então sempre quando tomar um gol a culpa vai ser do goleiro, independente de como for. A carreira toda de um goleiro é assim. Sofrer um gol é a pior coisa que pode acontecer, seja falha ou não.
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Alisson em Brasil x Panamá
Baggio Rodrigues/AGIF
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– Quando sofremos, é porque erramos como grupo. Foi um momento de azar. Uma coisa que temos que trabalhar também para na Copa não acontecer. Mas durante o jogo é não pensar muito sobre erros e ter uma avaliação correta de todas as coisas, independente do que as pessoas avaliarem ou não.
– Eu sou a pessoa que vai mais cobrar de mim mesmo. Ninguém vai me cobrar mais do que eu. Mas o grupo necessita de mim sempre bem, então essa é minha preocupação, fazer o melhor para ajudar a equipe.
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Ao longo dos 45 minutos que esteve em campo, Alisson fez 12 passes, sendo 10 completos, além de três defesas normais e uma difícil. Essa última em finalização de Cecilio Waterman nos acréscimos do primeiro tempo.
Durante o intervalo, saiu substituído para dar vaga a Ederson, assim como outros nove jogadores da Seleção. Carlo Ancelotti fez 10 trocas na equipe, deixando apenas o zagueiro Léo Pereira em campo, para dar ritmo e tempo de jogo a todos os atletas. Dos relacionados, só o goleiro Weverton não foi utilizado.
E os minutos são importantes para o próprio Alisson, que passou dois meses afastado para tratar de uma lesão muscular na posterior da coxa direita. Tinha feito a última partida no dia 18 de março, na Liga dos Campeões, e voltou em 24 de maio, pelo Liverpool, contra o Brentford, na Premier League.
O amistoso do Brasil com o Panamá, portanto, foi sua segunda partida de volta.
– Me sinto muito bem. Fiquei mais (tempo afastado) do que deveria, realmente pela preocupação de chegar bem para a Copa do Mundo – explicou o goleiro.
– Tive uma lesão de uma gravidade alta, por ser lesão muscular, mas foquei em preparar 100% para chegar bem na Copa. Fisicamente bem, 100%. O ideal é ter a maior quantidade de jogos possível. E tem um pouco de experiência que ajuda nesse processo de não precisar jogar tanto para ter ritmo.
O Brasil volta a jogar às 19h do próximo sábado, dia 6 de junho, contra o Egito, no último amistoso preparatório para a Copa do Mundo. A estreia será contra o Marrocos, no dia 13.
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