Bélgica encontra a regularidade e passa como líder
Depois de duas atuações irregulares na Copa do Mundo 2026, a Bélgica enfim mostrou-se constante e linear dentro de um mesmo jogo e carimbou a vaga na próxima fase da competição. Trossard(2), De Bruyne, Lukaku e Saelemaekers marcaram no 5×1. A margem de gols, somado ao empate entre Egito e Irã no outro duelo da chave, deram o primeiro lugar da chave aos Diabos Vermelhos.
Por mais que se pondere o nível da Nova Zelândia em comparação aos belgas, vale lembrar que a seleção da Oceânia fez jogos competitivos contra Irã e Egito, que por sua vez empataram com os europeus. Chegaram a diminuir o placar com o bom Elijah Just, gol que tiraria a Bélgica da liderança. Mas tal qual fez na estreia da equipe, Lukaku saiu do banco para mostrar o tamanho da sua influência.
Escalações
Darren Bezeley fez duas trocas no time que entrou em campo nos dois primeiros jogos. Boxall foi sacado da zaga e Bindon entrou em seu lugar. McCowatt deu lugar a Ryan Thomas no sistema ofensivo. Singh partiu da ponta-direita.
Já Rudi Garcia escolheu Theate para compor a dupla de zaga com Mechele. Ngoy foi expulso no último jogo e Debast segue lesionado. No meio-campo, escalou apenas Tielemans de volante. Vanaken e De Bruyne completaram o setor. Lukaku começou no banco. De Ketelaere formou o ataque com Trossard e Doku.
Como Nova Zelândia e Bélgica iniciaram o duelo válido pela 3ª Rodada do Grupo G da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
A necessidade da vitória para buscar a classificação sem sustos fez a Bélgica imprimir um ritmo muito forte desde o começo da partida. Atacou a área neozelandesa com muita gente. Vanaken e De Bruyne distribuíam bons passes até a meia-lua. Doku, De Keteleare e Trossard revezavam o posicionamento, mas conseguiam abrir a defesa adversária. Contavam com apoios simultâneos dos laterais para isso.
Além da velocidade para circular a bola e dos movimentos agudos e coordenados perto da área, a Bélgica apresentava com uma pressão pós-perda bem eficaz, sufocando a Nova Zelândia contra a própria área e não permitindo contragolpes. Foram 16 finalizações em 51 minutos de 1º tempo. Um arremate a cada três minutos, e o resultado parcial magro não resumiu exatamente o que foi o jogo.
É verdade que faltou poder de fogo aos belgas. De Ketelaere, Trossard, Doku e Vanaken passaram muito perto de ampliar. O gol foi marcado por Trossard, aproveitando um erro bizarro da marcação predominantemente individual que os neozalendeses fazem nos escanteios. Preocupado com Vanaken, Tim Payne deu as costas para a bola e basicamente a ajeitou para o camisa 10 marcar.
Trossard em Nova Zelândia x Bélgica
REUTERS/Agustin Marcarian
Ao longo da 1ª etapa. Doku e Trossard trocaram de lado. Tanto esperaram a bola mais abertos, fazendo com que os laterais ultrapassassem por dentro, quanto flutuaram para o meio, deixando o corredor para De Cuyper e Castagne ocuparem. De Ketelaere circulou o ataque a partir da intermediária e fez boas combinações com Vanaken e De Bruyne, que esbanjava precisão nos passes finais.
Theate, Tielemans e Mechele controlaram bem as tentativas de transição do time da Oceânia e os passes diretos para Chris Wood, que mal tocou na bola. A Bélgica até permitiu que os neozelandeses tivessem períodos maiores de posse de bola depois dos 30 minutos, mas isso não resultou em criatividade. Avançavam até as proximidades da área e eram neutralizados sem grandes problemas.
Vanaken recuava para formar uma dupla de volantes com Tielemans no momento defensivo e deixava De Bruyne dar o primeiro combate ao lado de Ketelaere. Doku e Trossard retornavam obedientemente pelos lados e eram os alvos nos contragolpes que viraram rotina na parte final da 1ª etapa.
Singh e Ryan Thomas foram sacados no intervalo. Ben Old e Randall entraram. Eiijah Just atuou mais perto de Chris Wood e não precisou voltar para marcar pelos flancos. A Bélgica manteve o ritmo e não demorou a ampliar. Mais uma vez De Bruyne foi o garçom de Trossard, que precisou finalizar duas vezes de dentro da área para marcar.
Doku em Nova Zelândia x Bélgica
Reuters/Anne-Marie Sorvin
Rudi Garcia sacou Doku logo aos dez minutos do 2º tempo. O atacante do Manchester City está com uma virose e deu lugar a Fernandez-Pardo. Na Nova Zelândia, Tim Payne e Bell foram substituídos por Boxall e McCowatt. Elijah Just conseguiu algum destaque jogando mais fixamente pela faixa central, chegou a obrigar Courtois a fazer boa defesa em finalização de fora da área.
A exposição da seleção dele, porém, era bem grande a esta altura. Fernandez-Pardo quase marcou em contragolpe. Pouco depois dos 20 minutos De Bruyne não perdoou. Dominou na entrada da área e bateu de canhota, com muita precisão, no canto esquerdo de Crocombe. O tento fez os belgas ultrapassarem o Egito e assumirem a liderança, já que os africanos empatavam por 1×1 com o Irã.
De Bruyne e Trossard foram descansar na sequência. Saelemaekers e Onana entraram. Vanaken ficou um pouco mais liberado do trabalho defensivo. Quando tudo parecia definido, Elijah Just ganhou de Saelemaekers um rebote de escanteio e bateu firme para vencer Courtois. Os belgas perderam por 40 segundos a liderança. Foi o tempo entre a entrada de Lukaku em campo e o quarto gol europeu.
O centroavante entrou com Raskin. Tielemans e De Ketelaere saíram, e logo depois eles protagonizaram a jogada do quarto gol. O volante recebeu de Saelemaekers pela direita e cruzou para Lukaku marcar de cabeça. Na sequência, o camisa 9 ainda serviu Saelemeakers na entrada da área, e o atacante do Milan botou mais uma bola dentro do gol de Crocombe. geRead More


