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Brasil de Ancelotti mostra sua melhor versão contra o Haiti: poucos toques e muita velocidade

Brasil de Ancelotti mostra sua melhor versão contra o Haiti: poucos toques e muita velocidade

Brasil x Haiti – Melhores Momentos
A vitória de 3 a 0 sobre o Haiti nesta sexta-feira (19), na Filadélfia, é o exemplo mais claro da identidade que Carlo Ancelotti pretende consolidar na Seleção: um time que decidia quando rouba a bola e encontra espaço para acelerar até o gol.
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Ancelotti mostrou que é treinador como qualquer um e manteve suas convicções. Não colocou Endrick no time titular e mandou a campo o mesmo 4-4-2/4-2-3-1 da estreia, com Matheus Cunha como referência no ataque, Vini pela esquerda, Paquetá centralizado e Raphinha na direita. Bruno Guimarães e Casemiro foram os volantes. Danilo foi bem na lateral direita, Marquinhos e Gabriel fizeram partida segura e Douglas Santos novamente se destacou na esquerda.
Time titular do Brasil contra o Haiti
Reprodução
O time foi desenhado para jogar em velocidade. O Brasil de Ancelotti deixou claro: busca acelerar a todo minuto, seja pelo chão ou nos lançamentos que deixou Raphinha por três vezes em impedimento.
A saída de bola é feita para o Brasil jogar na correria. Casemiro e Danilo não apoiam tanto para que Paquetá pensar lá de trás. Essa é a criação do Brasil. O resto do time tem a preocupação de ficar na frente, quase espetado no ataque, e buscar velocidade e espaços nas costas da defesa a toda hora.
Paquetá teve função importante ao buscar a bola
Reprodução
Bruno Guimarães teve posicionamento mais avançado que o costume justamente para fazer o Brasil ter mais profundidade, ou seja: jogadores à frente da linha da bola.
Como Matheus Cunha saía bastante da área, o volante fez partidassa acelerando o jogo aos pontas. A imagem abaixo é um exemplo de um lance tentado a todo momento: bola nele e Raphinha e Vini correndo pra frente. Foi dele o passe em que Raphinha quase fez um golaço, mas que não iremos lembrar porque não foi gol.
Brasil acelera a todo tempo: é treinado, é a identidade de Ancelotti
Reprodução
Novamente, não é acaso. É treinado.
Assim como é treinada a pressão mais equilibrada que fez a seleção roubar três bolas na intermediária, acelerar e chegar aos três gols no primeiro tempo. Novamente, Bruno Guimarães sobe a pressão e faz o Haiti errar o passe. Matheus Cunha aproveita e o Brasil chega de forma fulminante na frente.
PRIMEIRO GOL DO BRASIL
Aos 35 min do 1° tempo – Gol do Brasil! Cunha faz o segundo dele no jogo
O segundo gol é basicamente um “replay”. O Brasil se fecha, Bruno Guimarães ajuda a pressionar e induz o Haiti a jogar na esquerda, quando Paquetá rouba a bola e encontra Vini, Matheus, Raphinha e novamente Bruno Guimarães chegando na área.
SEGUNDO GOL DO BRASIL
Aos 35 min do 1º tempo – gol de dentro da área de Matheus Cunha do Brasil contra o Haiti
Gentil Cardoso diria que “Quem se desloca, recebe; quem pede tem preferência.”. Ancelotti prefere que poucos se desloquem e muitos peçam a bola, sempre no espaço, para acionar a correria.
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Um dos indícios mais claros dessa identidade é a troca do lesionado Raphinha por Rayan: um ponta por outro ponta ainda mais clássico e veloz, que foi convocado justamente pela capacidade de acelerar e jogar com a bola no espaço.
A estrutura do time foi a mesma, com Vini e Rayan abertos e Paquetá por dentro. Foi dele o belíssimo passe para Vini fazer o terceiro.
Troca por Rayan não mudou sistema tático do Brasil
Reprodução
De que forma? Pedindo lá na frente, pra correr, pra acelerar. Poucos toques e muita velocidade. Assim como foi o quase o segundo tempo inteirinho em que Gabriel Martinelli e Endrick entraram e confirmaram o roteiro da vitória e do trabalho de Ancelotti: recuperar rápido, atacar o espaço e chegar rapidamente ao gol.
E se o adversário se fechar, como a Bélgica se fechou em 2018 e a Croácia em 2022?
Essa discussão pode esperar. Por enquanto, é hora de celebrar a vitória e entender a identidade que começa a ganhar forma sob o comando de Ancelotti.
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