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Entenda quais são os próximos passos para a GDA concluir a compra da SAF do Botafogo

Entenda quais são os próximos passos para a GDA concluir a compra da SAF do Botafogo

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A SAF Botafogo caminha passos largos para ter um novo dono. A GDA, do empresário mexicano Gabriel de Alba, assinou um contrato vinculante com o Botafogo, mas ainda não assumiu o controle porque faltam algumas pendências. O ge te explica os próximos passos.
O principal imbróglio é que a Eagle Bidco precisa concluir a venda – ou seja, a transferência das ações – para a GDA. Quem negocia com Gabriel de Alba são os representantes da Cork Gully (Stephen Cork e Anthony Cork), a empresa britânica de reestruturação financeira, que foi apontada como a administradora da Eagle Bidco.
A Ares, principal credora da holding que controla o Botafogo, agiu por meio de um mecanismo da lei inglesa para nomear administradores judiciais independentes. A dívida é estimada em US$ 547,3 milhões (R$ 2,8 bilhões). Logo, as tratativas são diretamente com a Cork Gully. O plano é negociar os três clubes que são administrados pela Eagle: Lyon, Botafogo e RWD Molenbeek.
Gabriel de Alba, fundador da GDA
Reprodução
O valor a ser embolsado pela Eagle pela venda da SAF Botafogo não é considerado um grande problema, visto que o desejo é se livrar a dívida que, nos bastidores, calculada em quase R$ 3 bilhões.
— Os Administradores Judiciais buscam concretizar a venda das participações da Empresa nos três clubes para facilitar a distribuição aos credores garantidos. Dadas as restrições financeiras e os prazos regulatórios enfrentados pelos clubes de futebol, os Administradores Judiciais estão conduzindo um processo de venda acelerado a fim de preservar o valor dos ativos. Caso se determine que não é viável vender a empresa e os ativos como um todo, os Administradores Judiciais buscarão a venda dos três investimentos nos clubes de futebol separadamente – diz um trecho do documento da proposta da Cork Gully.
João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo
Reprodução
Outro imbróglio a ser resolvido é equacionar as dívidas com o Lyon devido ao sistema de caixa único operado por John Textor no período em que ele estava no comando da SAF. O Botafogo acredita que tem um valor a receber do clube francês, que entende que tem um valor a receber dos cariocas.
João Paulo Magalhães, presidente do associativo, se reuniu com Michele Kang, presidente do Lyon, na última semana para tentar finalizar um acordo, que já vem sendo costurado há mais de um ano. O objetivo é que os clubes entrem em consenso em relação às dívidas para caminhar para o acordo final com a Eagle, que concluirá a venda para GDA.
O Botafogo acredita que receberá um valor significativo do Lyon, que já cogitou inclusive em receber um atleta em troca. Em uma das reuniões entre as partes, perto do mês de abril, Montoro era o jogador que seria cedido ao clube francês. Ainda não há qualquer definição entre os clubes, e haverá uma nova rodada de conversa entre JP e Kang.
João Paulo embarca para os Estados Unidos para a Copa do Mundo e terá um encontro presencial com Gabriel de Alba. Os últimos meses de contado foram online e praticamente diários. O empresário mexicano ainda não esteve no Rio de Janeiro depois de assinar o acordo com o Botafogo.
Michele Kang é presidente do Lyon e vem tentando organizar finanças do clube
Getty Images
Enquanto isso, o Botafogo deve receber já nesta semana o primeiro aporte da GDA após o acordo ter sido assinado. A quantia de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 129 milhões) cairá nos cofres e será utilizada para tratar as despesas imediatas pendentes e dos próximos meses.
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