F1 chega à Áustria com Ferrari em alta e Mercedes em estado de atenção
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O circo da Fórmula 1 chega nesta semana ao Red Bull Ring, casa do GP da Áustria, o oitavo da temporada. A veloz pista em Spielberg deve sediar mais uma prova com calorão – a expectativa é de que os termômetros passem dos 30ºC, e as condições no circuito austríaco podem proporcionar uma disputa importante e aberta entre as equipes de topo, principalmente entre Ferrari e Mercedes.
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Na sexta-feira, a partir das 8h30, você acompanha ao vivo o primeiro e o segundo treino livre do GP da Áustria no sportv3. A transmissão do terceiro treino livre é no sábado, às 7h30; às 11h, o sportv3 também exibe a classificação para a corrida. O GP da Áustria será no domingo, a partir das 10h, com transmissão ao vivo do sportv3 e da TV Globo. O ge acompanha tudo em tempo real.
Lewis Hamilton e Andrea Kimi Antonelli no GP de Barcelona-Catalunha da F1 2026
Bryn Lennon – Formula 1/Formula 1 via Getty Images
A Ferrari chega embalada para a prova após melhorar o desempenho nas últimas corridas, especialmente com Lewis Hamilton. O heptacampeão da Fórmula 1 foi ao pódio nas três etapas anteriores a essa, e o jejum da equipe finalmente acabou com o triunfo do britânico em Barcelona. Se ganhar, a escuderia de Maranello ainda empata com a McLaren como maior vencedora do GP da Áustria.
A vitória de Hamilton na Catalunha foi relativamente surpreendente, pois esperava-se melhor rendimento da Mercedes em uma pista que costuma privilegiar os carros tidos como mais completos na temporada, caso da equipe alemã.
Para além do ressurgimento técnico e mental do veterano, contribuiu para o triunfo a alta temperatura da pista catalã, já que o desgaste de pneus foi alto e a Ferrari se deu bem com as novas rodas traseiras, que ajudaram na conservação da temperatura e diminuíram o desgaste.
Rodas traseiras da Ferrari nos GPs de Barcelona-Catalunha e Mônaco, respectivamente
Editoria de Arte/ge.globo
O calorão pode aumentar o desgaste dos pneus no Red Bull Ring, mas as equipes já estão familiarizadas com os compostos escolhidos pela Pirelli (duros C3, médios C4 e macios C5, os mesmos do ano passado), e a pista não costuma ser tão exigente quanto a de Barcelona neste sentido, por ter poucas curvas.
No entanto, a Ferrari pode ter outro trunfo para a corrida em Spielberg: a primeira grande atualização no motor, graças ao mecanismo de auxílio a motores deficitários implementado pela Federação Internacional de Automobilismo, o ADUO (sigla para Additional Development and Upgrade Opportunities, em inglês).
A Mercedes, por sua vez, chega de olhos bem abertos para a corrida na Áustria. Afinal, Hamilton já superou George Russell e ocupa a vice-liderança do campeonato, 41 pontos atrás de Kimi Antonelli. Mais do que representar uma ameaça, a reação do heptacampeão preocupa a equipe, que começa a ter que repensar a forma como lida com os duelos entre seus pilotos nas pistas.
Vencedora de seis das sete corridas da Fórmula 1 até aqui, a equipe não deixa de ser a favorita ao triunfo na Áustria, por ter um carro bom em praticamente todos os aspectos: seja na potência do motor, seja na estabilidade aerodinâmica. Entretanto, o calor excessivo pode trazer à tona um fator que já deu as caras em Barcelona: a falta de confiabilidade.
George Russell e Kimi Antonelli brigam por posição no GP de Barcelona-Catalunha
James Sutton – Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Durante a corrida na Catalunha, Kimi Antonelli quebrou a três voltas do fim com um problema na bateria. No Canadá, mesmo com o clima bem mais ameno, George Russell sofreu com o mesmo problema e abandonou a prova, justamente quando disputava a liderança com o companheiro de equipe.
As altas temperaturas podem ser um gatilho para que o problema – já identificado, mas longe de ser solucionado – volte a ocorrer neste fim de semana. A McLaren corre por fora, mas também utiliza motores Mercedes e já passou pelo mesmo problema da escuderia alemã. Na China, por exemplo, Lando Norris e Oscar Piastri sequer puderam largar. Logo, a preocupação com as baterias também atinge o time inglês.
Se conseguir deixar a falta de confiabilidade para trás na Áustria, a Mercedes tem tudo para brigar pela vitória no circuito mais rápido do campeonato, com três retões e apenas dez curvas nos 4,326km de extensão.
A Red Bull, por outro lado, chega para a corrida em casa sem tanto alarde. Eleita pela FIA como detentora do melhor motor de combustão interna da F1 2026, mas longe de ter o desempenho dos anos anteriores, a equipe deposita as esperanças em um bom desempenho de Max Verstappen, maior vencedor do GP da Áustria, com quatro triunfos.
Infos e horários GP da Áustria de F1 2026
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