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Japão tem leve queda de produção antes de pegar o Brasil

Japão tem leve queda de produção antes de pegar o Brasil

O Japão será o adversário do Brasil na próxima fase da Copa do Mundo. Os Samurais não foram mal, mas não repetiram o nível apresentado nos dois primeiros jogos da competição, quando empataram com a Holanda e golearam a Tunísia. Os asiáticos foram melhores que a Suécia até a abertura do placar, mas logo sofreram o empate e levaram pressão. Garantiram, porém, o segundo lugar no grupo.
O goleiro Zion Suzuki acabou sendo determinante para manter o empate por 1×1. Por mais que tenha pulado um pouco atrasado no gol de Elanga, fez grande defesa em finalizações do mesmo atacante e também de Alexander Isak nos acréscimos. A Suécia subiu de produção depois de mexidas ofensivas feitas por Graham Potter.
Escalações
Hajime Moriyasu fez três modificações na equipe em relação ao último jogo. Ayumu Seko substituiu Tomiyasu na zaga. Kamada foi recuado para volante. Kaishu Sano saiu do time e Maeda entrou na frente. Ritsu Doan também foi adiantado, abrindo espaço para Sugawara na ala-direita. Junya Ito foi para o banco. Takefusa Kubo seguiu como desfalque.
Graham Potter também realizou três mexidas em sua equipe. Nordfeldt deu lugar a Zetterstrom na meta. Karlstrom e Nygren foram sacados do meio-campo. Stroud e Elanga entraram. Lindelof atuou como volante. Gudmundsson como zagueiro, e Stroud na ala-esquerda. O time passou a jogar no 5-4-1, e não mais no 5-3-2. Elanga e Isak partiram dos lados do ataque.
Como Japão e Suécia iniciaram o duelo válido pela 3ª Rodada do Grupo F da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
A diferença de ritmo entre as equipes no momento ofensivo era o reflexo da situação distinta delas na tabela. O empate classificava o Japão na segunda colocação, principalmente com a margem de gols precoce que a Holanda já construía contra a Tunísia, então os Samurais não tiveram tanta pressa para atacar. Não deixaram de tentar ter a bola, mas eram pouco agressivos.
Já os suecos começaram imprimindo verticalidade. Seja em bolas diretas ou avanços com passes curtos, a ideia parecia ser buscar o pivô de Gyokeres perto da área. E ele preparar a jogada para um de seus companheiros. Foi assim que Bernhardsson finalizou da meia-lua no começo do jogo, mas o Japão conseguiu neutralizar as ações dos europeus, que só voltaram a chegar nos acréscimos.
Itakura, que saiu lesionado sos 38 minutos, venceu duelos contra Gyokeres. Tanaka realizou desarmes e fechou bem a entrada da área com Kamada. O trio ofensivo foi agressivo nos combates, não permitindo que passes limpos encontrassem os suecos mais avançados. Os ataques tentados pelas laterais também eram bloqueados pelos japoneses.
Taniguchi passou a integrar a defesa nipônica com a saída de Itakura. A Suécia também perdeu um defensor, e de forma mais grave. Isak Hien mal conseguiu deixar o gramado sozinho. Bergvard entrou. Isso motivou a ida de Lindelof para a zaga, sua posição de origem.
Japão x Suécia: desse jogo deve sair o adversário do Brasil
Stacy Revere/Getty Images
O travado 1º tempo ganhou mais graça depois dos 35 minutos. Quando se estabelecia no campo de ataque, o Japão trazia um dos volantes para se alinhar aos zagueiros na primeira linha de construção. Geralmente esse papel era de Tanaka. Isso liberava movimentos de Itakura pela esquerda, como se fosse um lateral.
O time tentava ganhar superioridade com Itakura, Nakamura e Maeda fazendo combinações no setor. Este último se mexeu bastante e perturbou a vida de Lagerbielke. Nakamura quase marcou um gol ao finalizar uma trama com os nomes citados. Zetterstrom fez uma grande defesa e justificou o ganho da posição de titular. A melhor chance da etapa inicial.
A Suécia conseguiu ganhar duelos no campo de ataque na reta final do 1º tempo e Gyokeres teve alguma influência ofensiva a partir deles. Nada que levasse real perigo ao gol de Zion Suzuki. O bom goleiro japonês foi bem utilizado nos tiros de meta em que os suecos buscavam pressionar a saída de bola asiática. Atraía a pressão e achava algum companheiro livre com um passe curto ou longo.
Ueda foi acionado para tirar os japoneses dessas pressões, recuava e escorava para pôr algum companheiro de frente para o jogo. É muito ágil para movimentos de desmarque. Na volta para o 2º tempo a Suécia passou a defender num 5-3-2. Isak ficou mais liberado do momento defensivo, ao lado de Gyokeres, à frente de Bergvard, Ayari e Elanga. Trio que balançava de acordo com a bola.
Doan e Ayari em Japão x Suécia
Reuters/Tim Heitman
Com menos um jogador para combater atrás da linha da bola, ficou mais difícil de fechar os espaços diante de um time que trabalha muito bem quando tem a posse e possui movimentos bastante coordenados. Em dez minutos de 2º tempo o Japão pulou na frente no placar com uma linda jogada coletiva, uma das mais belas desta Copa.
Ayume Seko, zagueiro pela direita, avançou e atraiu a atenção do lado esquerdo da defesa sueca. Sugawara encaixou um passe para Ueda na referência, ele escorou para Ritsu Doan, que deixou Maeda na cara do gol. O camisa 11 não perdoou. A resposta dos suecos foi imediata. Passaram a trabalhar perto da área com o recuo japonês e demoraram seis minutos para chegar ao empate.
Elanga, que já havia entrado muito bem contra a Holanda, recebeu uma bola de frente com o marcador pela primeira vez no jogo, driblou Ritsu Doan para o meio e bateu colocado de canhota no canto de Suzuki, que pulou atrasado. Hajime Moriyasu tirou Ueda e Ritsu Doan logo depois. Ogawa passou a ser o centroavante. Junya Ito o meia-ponta pela direita.
Elanga comemora seu gol em Japão x Suécia
REUTERS
A Suécia manteve-se mais perto da área japonesa. Moriyasu sacou Nakamura e Ayume Seko para as entradas de Nagatomo e Watanabe. Mexidas mais conservadoras. Já Graham Potter foi um pouco mais arrojado. Substituiu seus alas. Bernhardsson e Stroud deram lugar Daniel Svensson e Ken Sema, que é atacante.
Já perto dos acréscimos, foi a vez de os esgotados Lindelof e Gudmundsson saírem. Starfelt e Nygren entraram. Outras mexidas mais ofensivas. O resultado foi um período de acréscimos de sofrimento. Zion Suzuki fez ótimas defesas em finalizações de Elanga e Isak e garantiu a segunda posição para os japoneses. geRead More