McLaren confirma que vai recorrer do pódio de Gasly no GP de Mônaco
A McLaren vai recorrer da decisão da FIA (Federação Internacional do Automobilismo) de devolver o pódio de Pierre Gasly no GP de Mônaco, há duas semanas. A informação, previamente apurada pela reportagem do ge no GP de Barcelona-Catalunha, foi confirmada pela equipe em um comunicado enviado para a imprensa nesta quarta-feira.
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Zak Brown, CEO da McLaren, e o chefe Andrea Stella no GP do Japão da F1 2026
Kym Illman/Getty Images
– Apresentamos uma intenção de apelar no caso, o que deve ser confirmado nas próximas 96 horas – declarou um porta-voz da McLaren ao ge.globo.
Como a devolução do pódio de Gasly já foi determinada pela FIA e não é possível revertê-la por iniciativa da própria federação, o próximo passo para a McLaren e a Red Bull é levar o caso para a Corte Internacional de Apelação (ICA) do esporte a motor.
A FIA aceitou a petição da Alpine, analisou o caso nesta quinta-feira, e retirou as duas punições impostas a Pierre Gasly no GP de Mônaco do último domingo. Com isso, o piloto francês recuperou o terceiro lugar na corrida, posição antes ocupada pelo compatriota Isack Hadjar (Red Bull).
Frustrado, Pierre Gasly concede entrevistas no GP de Mônaco da F1 2026
Jayce Illman/Getty Images
A decisão vem após a entidade rever as sanções que resultaram na perda do pódio de Gasly e identificar discrepâncias no sistema adotado para medir as velocidades de entrada nos boxes. O piloto teve dez segundos adicionados ao seu tempo final de prova por exceder o limite de velocidade dentro do pit lane e, por isso, caiu para sétimo lugar.
Alpine pediu revisão de punição após Gasly reclamar de pódio roubado
Com isso, a Red Bull perde o que foi seu segundo pódio na temporada, já que Hadjar foi demovido à quarta colocação; Oscar Piastri, piloto da McLaren, cai para quinto lugar e perde dois dos 12 pontos que conquistou na prova em Monte Carlo. Outro tim prejudicado foi a Racing Bulls: Liam Lawson e Arvid Lindblad, antes em quinto e sexto lugares respectivamente, agora ficam em sexto e sétimo.
Vários outros pilotos foram punidos sob a mesma alegação, mas Gasly foi o único que recebeu duas sanções, de 5s cada. Ele chegou a comemorar o terceiro lugar obtido na pista; após a bandeirada, ao ser informado do ocorrido já fora do carro, o francês desabafou e disse que se sentia roubado.
Pierre Gasly durante o GP de Mônaco de F1 2026
Yves Herman/Reuters
O limite de velocidade no pit lane em Mônaco era de 60 km/h. Nas duas punições de Gasly, o piloto estava apenas 0,1 e 0,4 km/h acima do permitido, o que também aconteceu com outros pilotos. Imediatamente após o fim da corrida no Principado, a Alpine decidiu protestar contra as duas punições.
Na reunião organizada pela FIA para reavaliar a punição de Gasly, nesta quinta-feira, várias equipes do grid estiveram presentes além da própria Alpine. Stephen Knowles, chefe esportivo da Red Bull, ressaltou que a cronometragem foi consistente por todo o fim de semana e que as equipes sabem que o cálculo pode apresentar algumas inconsistências.
Andrea Stella e Laurent Mekies, chefes da McLaren e Red Bull, no GP do Canadá da F1 em 2026
Minas Panagiotakis/Getty Images
A McLaren reforçou esse ponto; Will Courtenay, diretor esportivo, alegou que as equipes orientam seus pilotos a manter uma margem de segurança. Marco Perroni, também diretor esportivo da Racing Bulls, ainda questionou a forma como a Alpine fez suas medições.
Durante a revisão do caso, foi constatado que o problema estava na configuração das zonas de medição dos boxes, uma diferença de 77 centímetros que pesou no cálculo da velocidade média dos pilotos no trecho. Ou seja: a fórmula levou a um cálculo que retornou distâncias maiores e impactou no resultado final.
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