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Promessa do futebol feminino, paranaense de 16 anos vive dilema entre jogar por Brasil ou EUA

Promessa do futebol feminino, paranaense de 16 anos vive dilema entre jogar por Brasil ou EUA

Paranaense se destaca no futebol nos Estados Unidos
Aos 16 anos, a paranaense Lara Almeida é uma das jovens promessas do futebol feminino e vive uma escolha que pode marcar a carreira: vestir a camisa do Brasil, país onde nasceu, ou dos Estados Unidos, onde mora com a família e começou a trajetória no esporte e já defendeu a seleção de base.
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Lara é de Curitiba e deixou o Brasil com a família rumo aos Estados Unidos, em busca de oportunidades. Hoje, morando em Orlando, ela conversa com universidades e avalia os próximos passos da carreira.
Nesta trajetória, Lara já defendeu a seleção sub-16 dos EUA em amistosos, mas segue em contato com a Seleção Brasileira também.
– Faz 10 anos que moro aqui, meus pais vieram para cá para me dar oportunidade na vida, eu e meu irmão. Agora estou na fase que consigo falar com as universidades, decidir mais sobre meu futuro. Já joguei pela seleção dos Estados Unidos, já conversei com a do Brasil. Estou em uma fase muito importante da minha vida, que está decidindo meu futuro – disse Lara.
+ Seleção dos Paranaenses: veja a websérie especial da Copa, direto dos EUA
Lara Almeida, promessa do futebol feminino
Nadja Mauad/ge
Encontro com Marta e decisão difícil
Nos Estados Unidos, Lara passou a chamar atenção pelo talento em campo. A jovem teve sondagens do Orlando Pride e viveu uma experiência especial ao poder treinar ao lado de Marta, referência do futebol feminino mundial.
– Eu estava com um pouco de medo, para falar a verdade. Fui lá e falei “oi, Marta, tudo bem”, e ela “ah, brasileira aqui”, começou a falar mais. Por ser brasileira, quando escuta que é brasileiro… Ela falou rapidão comigo – contou.
Lara (de colete verde) com Marta (de boné) e jogadores do Orlando Pride
Arquivo Pessoal
A escolha entre Brasil e Estados Unidos ainda mexe com a jogadora. De um lado, o país onde nasceu e criou as primeiras memórias no futebol. Do outro, o lugar onde fez acontecer o sonho profissional
– As duas são as melhores, o Brasil tem o meu coração, nasci lá, é o país do futebol. Mas aqui [nos EUA], faz 10 anos que estou morando aqui. É muito difícil – revelou.
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Lara Almeida em ação pela seleção sub-16 dos EUA
Arquivo Pessoal
Paixão pelo futebol e amor pelos avós
A ligação com o futebol vem desde a infância e começou na Vila Capanema, junto com o avô Zezé. Torcedor do Paraná Clube, ele foi um dos responsáveis pelos primeiros contatos de Lara com o estádio.
– Meu avô, o Zezé, ele faleceu em 2020, mas ele me levava em todos os jogos, eu entrava com a Gralha [mascote do Paraná Clube], meu pai também ia lá. Eu sempre gostei. Cheguei nos Estados Unidos e falei: “pai, quero jogar”. E ele falou que tudo bem.
Perguntada sobre os sonhos, Lara tem uma certeza do que quer pela frente, levando na memória o avô Zezé, que morreu em 2020, e a avó Alme, que faleceu há menos de um ano.
– Eu sempre tive dois sonhos, um era ter a minha avó morando aqui nos Estados Unidos, queria muito que ela visse eu jogar profissionalmente aqui nos Estados Unidos. Eu não tenho mais ela aqui, então só tenho uma resposta certa, é ir para o profissional, arrebentar no profissional, e quero que ela veja lá do céu, meu avô também – disse.
Lara em fotos com os avós e o pai
Arquivo Pessoal
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