Revista em Senegal, restrições ao Irã e caso Uzbequistão ampliam debate geopolítico na Copa: “Humilhante”
Jogadores de Senegal conhecem instalações do San Antonio Spurs e se aventuram no basquete
A revista realizada em jogadores da seleção de Senegal nos Estados Unidos repercutiu internacionalmente nesta terça-feira e virou tema de reportagens em veículos de diversos países às vésperas da Copa do Mundo de 2026.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram atletas e integrantes da delegação senegalesa sendo submetidos a inspeções de segurança ao lado de uma aeronave. Os vídeos rapidamente ganharam repercussão e passaram a ser destaque em jornais e portais da Europa, Ásia e África.
As cenas foram registradas no Aeroporto de Raleigh, na Carolina do Norte, antes do embarque da delegação em um voo privado para San Antonio, cidade escolhida por Senegal como base durante o Mundial. Nas imagens, jogadores aparecem ao lado das bagagens enquanto agentes realizam verificações de segurança ainda na pista do aeroporto.
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O caso ganhou uma dimensão ainda maior após ser citado pelo jornal britânico The Guardian em uma crônica que analisou os bastidores políticos da Copa do Mundo. Para o veículo, os debates sobre imigração, vistos e controle de fronteiras já ocupam espaço relevante no noticiário antes mesmo do início da competição.
— Pode faltar apenas dois dias para o futebol começar, mas a geopolítica já está brilhando intensamente — escreveu o Guardian ao definir o torneio como uma espécie de “Copa da Geopolítica”.
Na análise, o jornal britânico relacionou o episódio envolvendo Senegal a outros casos recentes que geraram preocupação nos bastidores do Mundial.
— Não são apenas equipes, dirigentes e torcedores que enfrentam restrições — destacou a publicação.
O texto cita, por exemplo, as restrições impostas à delegação do Irã. Segundo o The Guardian, jogadores iranianos precisarão entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia durante algumas partidas da fase de grupos, enquanto membros da equipe de apoio tiveram a entrada negada.
Revista em delegação de Senegal vira notícia global às vésperas da Copa
Reprodução/X
O jornal também lembrou a situação do árbitro somali Omar Artan, que ficou fora da Copa após ter a entrada barrada nos Estados Unidos, apesar de possuir um visto que anteriormente era considerado válido.
A crônica ainda citou outros episódios envolvendo participantes do Mundial.
— O atacante iraquiano Aymen Hussein foi detido e interrogado por quase sete horas no Aeroporto O’Hare, em Chicago, enquanto o fotógrafo da seleção foi impedido de entrar no país após verificações em seu telefone.
A publicação também mencionou um episódio envolvendo a seleção do Uzbequistão. Segundo a publicação, jogadores da equipe asiática foram submetidos a inspeções com cães farejadores durante a estadia no centro de treinamento montado em Nova York para a Copa do Mundo.
Sobre a soma dos casos, o Guardian fez um questionamento direto:
— Há um padrão claro aqui. Isso representa o futebol? Isso representa os Estados Unidos?
Jogadores do Senegal são revistados nos EUA
Reprodução/X
A agência turca Anadolu também repercutiu as imagens.
— Membros da seleção de Senegal pareceram enfrentar rígidos controles de segurança após chegarem aos Estados Unidos — relatou a publicação.
Revista em delegação de Senegal vira notícia global às vésperas da Copa
Reprodução
Na Índia, o portal NDTV Sports classificou o episódio como “humilhante” e também como uma controvérsia que gerou questionamentos sobre a organização do torneio.
— A Copa do Mundo enfrenta pressão após jogadores de Senegal terem sido supostamente submetidos a verificações extras de segurança em um aeroporto — escreveu o veículo.
Revista em delegação de Senegal vira notícia global às vésperas da Copa
Reprodução
Federação de Senegal esclarece episódio
Diante da repercussão internacional, a Federação Senegalesa de Futebol divulgou um comunicado para esclarecer o que ocorreu.
Segundo a entidade, as imagens não mostram a chegada da delegação ao país nem representam um procedimento excepcional direcionado à seleção.
A federação explicou que os jogadores deixaram o hotel diretamente para a pista do Aeroporto de Raleigh e, por isso, os controles de segurança foram realizados ao lado da aeronave antes do embarque para San Antonio, sem a necessidade de passar pelas áreas convencionais do terminal.
De acordo com a entidade, o procedimento seguiu os protocolos aeroportuários americanos e teve como objetivo agilizar o deslocamento da delegação. geRead More


