Zico, Romário e mais: veja laços de jogadores da Seleção Brasileira em Copas com o Triângulo Mineiro
Esporte: torcedores em Uberlândia sofrem com estreia do Brasil na Copa
As regiões do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba não tem representantes na atual edição da Copa do Mundo. Mas isso não quer dizer que as cidades mineiras não tenham relação com personagens que atuaram pelo Brasil em mundiais.
Por isso, o ge fez um levantamento sobre todos os convocados pelo Brasil em Copas do Mundo e traçou a ligação deles com as cidades das duas regiões.
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Entre coadjuvantes ou protagonistas e campeões mundiais ou personagens de fracassos da Seleção, muitos jogadores nasceram, trabalharam ou criaram raízes por algum motivo ou história nos municípios (confira a lista na sequência).
Nariz (1938)
Álvaro Lopes Cançado é um nome que remete pouco à seleção brasileira. No entanto, o apelido Nariz é o que ficou marcado na história do esporte. Multicampeão pelo Botafogo e com passagens por Fluminense e Atlético-MG, o jogador foi um dos nomes do Brasil na lista de convocados para 1938.
O fato de ter iniciado a carreira em Minas Gerais, especificamente no Galo, não é por acaso. Nariz é mineiro de nascimento. O jogador é de Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Nariz era nascido em Uberaba
Reprodução/Autor não identificado
Danilo Alvim (1950)
A seleção brasileira de 1950 que ficou com o vice-campeonato mundial tinha como base o Vasco, equipe que ficou conhecida como o Expressinho da Vitória. Um dos jogadores daquele elenco era o meio-campo Danilo Alvim.
Além de ter defendido o time carioca, o jogador passou por América-RJ e Botafogo. Antes de encerrar a carreira, Danilo disputou duas temporadas pelo Uberaba, entre 1966 e 1967.
Danilo Alvim defendeu as cores do Uberaba sport
Reprodução/Autor não identificado
Zizinho (1950)
Outro jogador importantíssimo daquele elenco de 1950 foi Zizinho. O mestre Ziza era uma das principais peças daquela seleção e atuava pelo Bangu na época.
Ídolo do Flamengo e com passagens por São Paulo, Cruzeiro, Marília e Audax Italiano, do Chile, o jogador também atuou no Uberaba Sport entre os anos de 1959 e 1960.
Zizinho em ação pela Seleção na Copa de 1950; ele também atuou pelo USC
Agência AFP
Djalma Santos (1954, 1958, 1962 e 1966)
Melhor da posição de todos os tempos, bicampeão mundial e quatro Copas no currículo. Djalma Santos dispensa comentários e é parte da história da seleção brasileira.
Ídolo de Palmeiras e Portuguesa e com passagens por Athletico-PR e São Paulo, Djalma Santos se mudou para Uberaba na década de 1980 e permaneceu na cidade pelo restante da vida. Ele faleceu em 2013. O ex-lateral-direito também foi treinador do Uberaba Sport.
Djalma Santos, um dos símbolos da Seleção,treinou o USC e passou o fim da vida em Uberaba
Divlgação/CBF
Renato (1974)
O Brasil de 1974 chamou três goleiros para a Copa do Mundo. Emerson Leão e Valdir Peres eram os mais conhecidos. O terceiro era Renato, que fez história no Flamengo e no Atlético-MG e também embarcou para o mundial.
O arqueiro defendeu também as cores de Fluminense e Bahia durante a carreira. Antes de estourar por equipes grandes do futebol nacional, o camisa 1 defendeu o Uberlândia em 1969.
Renato do Valle, ex-goleiro do Atlético, campeão em 1971
Arquivo Pessoal
Zico, Júnior e a Seleção de 1982
Considerada por muitos a melhor Seleção Brasileira que não venceu a Copa do Mundo, o time de 1982 passou por Uberlândia para o último amistoso antes do Mundial na Espanha. Com Zico, Júnior, Falcão, Careca, Toninho Cerezo, Paulo Isidoro e companhia, os comandados de Telê Santana golearam a Irlanda por 7 a 0 na inauguração do Estádio Parque do Sabiá.
+ Adeus da Seleção à torcida em 1982 teve gripe de Zico, estádio inaugurado e goleada diante do presidente
Brasil Irlanda Parque do Sabiá 1982
TV Integração/Cedoc/Reprodução
Josimar (1986)
O lateral-direito Josimar foi um dos grandes destaques do Brasil na Copa do Mundo de 1986. O jogador, que era titular e um dos grandes nomes do Botafogo, marcou dois gols naquele mundial, diante da Irlanda do Norte, na primeira fase, e da Polônia, nas oitavas de final.
Josimar, que também jogou em times como Flamengo, Fortaleza, Sevilla-EDP e Jorge Wilstermann-BOL, teve uma passagem pelo Triângulo Mineiro. Ele defendeu as cores do Uberlândia em 1991.
Josimar em ação pela Seleção em 1986. Ele jogou no Uberlândia anos depois
Reprodução
Paulo Victor (1986)
Goleiro histórico do Fluminense, Paulo Victor foi um dos três goleiros brasileiros que disputaram o Mundial de 1986, no México. O atleta tricolor foi reserva de Carlos na competição e não chegou a entrar em campo. Atualmente, ele mora em Uberlândia com a família.
Paulo Victor em visita ao CT Carlos Castilho, do Fluminense
Lucas Merçon / Fluminense FC
Romário (1990 e 1994)
O principal personagem da conquista do tetracampeonato do Brasil em copas é Romário. Melhor jogador do mundo em 1994, o Baixinho não era bom apenas de bola, mas também de briga.
E foi assim que ele ficaria marcado na história do Parque do Sabiá. Além de ter marcado um dos gols da vitória rubro-negra por 3 a 0 diante do Vélez Sarsfield, pelas oitavas de final da antiga Supercopa da Libertadores, ele participou da batalha campal entre as equipes. O atacante deu uma voadora em Zandoná, do Velez, que havia começado a treta com outro jogador do Brasil em Copas do Mundo, que veremos a seguir.
Bandeira homenageia voadora de Romário em Zandoná no Parque do Sabipa, em Uberlândia
Divulgação
Viola (1994)
O Triângulo Mineiro tem relação com outro campeão mundial. Além de Djalma Santos e Romário, o atacante Viola ergueu a taça do torneio de seleções e tem história com a cidade de Uberlândia.
Com momentos marcantes por Corinthians, Palmeiras, Santos, Vasco e outras equipes, o centroavante reserva de 1994 estendeu a carreira até a primeira década dos anos 2000. O Uberlândia foi foi um dos últimos clubes que o jogador defendeu na trajetória como atleta, em 2007.
Viola com a taça da Copa do Mundo em 1994; ele defendeu o Uberlândia em 2007
Reprodução / Redes Sociais
Edmundo (1998)
“TBT do GE” relembra confusão entre Flamengo e Vélez pela Supercopa em Uberlândia
Se acima falamos sobre Romário, é impossível não citar Edmundo. O atacante, que defendeu o Brasil em 1998, participou do mesmo episódio que o Baixinho no Parque do Sabiá, em 1995.
Ídolo de Vasco e Palmeiras, o Animal foi quem deu início à briga entre jogadores de Flamengo e Velez. Após se desentender com Zandoná, o argentino e brasileiro trocaram tapas e socos. Isso foi o estopim para a voadora de Romário no adversário e para que a briga se tornasse generalizada.
Desenho relembra a agressão de Zandoná a Edmundo
Reprodução geRead More


