Palpites e dicas para República Tcheca x África do Sul pela Copa do Mundo
Pavel Šulc, da República Tcheca, tem camisa rasgada em partida contra a Coreia do Sul
República Tcheca e África do Sul se enfrentam pela segunda rodada da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para República Tcheca x África do Sul
Grupo A
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
As duas equipes perderam na estreia e se enfrentam na quinta-feira (18/6), às 13h. A República Tcheca teve muitas dificuldades para chegar ao ataque contra a Coreia do Sul e praticamente só fez finalizações a partir de jogadas aéreas. Foram quatro, duas delas graças a arremessos laterais longos de Coufal: um virou gol, e o goleiro evitou outro com excelente defesa. Os tchecos só fizeram uma finalização em jogada rasteira, aos 44 minutos do segundo tempo, que também exigiu uma defesa difícil. É de se esperar que seja diferente contra a África do Sul, que é muito mais vulnerável no jogo rasteiro, com dez finalizações e um gol sofrido em trocas de passes rasteiros (o outro gol sofrido contra o México foi aéreo). Os sul-africanos só conseguiram três finalizações contra o México, duas em cruzamentos.
A evolução do xG na primeira rodada
A África do Sul praticamente não conseguiu jogar na estreia contra o México, e as três finalizações que fez tiveram potencial estatístico quase zero em toda a partida.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
O baixíssimo desempenho dos sul-africanos tornam a República Tcheca mais favorita por ter feito finalizações com potencial estatístico para 0,97 gol e ter marcado um gol.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Coreia do Sul 2 x 1 República Tcheca | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo 2026
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


